Professores expressam preocupações com a falta de habilidades de escrita, leitura e argumentação dos alunos, levantando questões sobre os currículos escolares e a formação oferecida.
Os professores queixam-se que os alunos não sabem escrever, não leem e têm dificuldades de argumentação. Haverá alguém interessado em que tudo permaneça assim?Os professores queixam-se que os alunos não sabem escrever, não leem e têm dificuldades de argumentação.
Haverá alguém interessado em que tudo permaneça assim?Não falo dos eleitos, dos ministros, secretários de Estado, deputados e até diretores gerais.Dos que decidem os currículos escolares, o peso de umas disciplinas e de outras, as horas que os professores devem dedicar a umas coisas e não a outras.Mas quem são as pessoas que aconselham que a História tenha menos horas e a Filosofia se ofereça aos alunos como ideias e conceitos desgarrados e inócuos?Não nos queixamos do número incrível de idiotas que passaram a dominar os tabuleiros da política, da economia, da sociedade e até da cultura? Não abominamos os loucos que insultam nas redes tendo cursos superiores? Ou na rua? Ou no parlamento?Em vez de estarmos preocupados excessivamente com as aulas de cidadania, não deveríamos pensar um bocadinho na maneira como se olha para a cadeira de História?Não contribuirá essa falha para estarmos a construir uma geração de mentecaptos que podem até saber de técnicas específicas, mas não compreendem a ponta de um corno de política, de ideologia, de factos históricos?Quem é o miúdo que sai para a faculdade, ou que sai da faculdade, e sabe conversar sobre Aristóteles e Platão, Hegel e Kant, Feuerbach e Nietsche, Marx e Sartre ou Beauvoir?E o ensino de Português?Deveria gastar-se tanto tempo com a gramática da gramática, com a poesia trovadoresca e até com os Lusíadas ou poderíamos aproveitar e dividir as poucas horas que têm com autores mais deste tempo. A Sophia ou o Herberto, Ruben A. e Cardoso Pires, Lobo Antunes e Saramago, Gonçalo M. Tavares e José Luís Peixoto, Lídia Jorge, Torga, Vergílio Ferreira? Não deveríamos dedicar espaço ao sonho e menos ao que devia apenas ser específico e obrigatório nos cursos de Literatura?Não será esse um dos motivos que leva tantos miúdos a serem analfabetos funcionais?Qual a razão para tudo isto?
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