Novo sistema de metas da inflação dará ao Banco Central mais autonomia – para servir aos interesses de Lula nas próximas eleições.
O mercado não achou ruim a mudança no sistema de metas de inflação anunciada pelo governo nesta quinta-feira . A partir de 2025, em vez de precisar atingir um alvo pré-determinado a cada ano, sempre com uma folga para cima ou para baixo,
o Banco Central terá de perseguir continuamente uma meta de 3% de inflação, justificando as políticas que adotou em períodos mais longos de tempoHá pelo menos três motivos para que esse novo sistema tenha sido visto com bons olhos. Primeiro, havia o temor de que Lula fosse forçar o Conselho Monetário Nacional a ampliar as metas de inflação para os próximos anos.
Outro motivo é que muitos países, dos Estados Unidos à Nova Zelândia, adotam o sistema de meta contínua. O próprio Campos Neto considera esse mecanismo melhor do que o que o Brasil vinha utilizando há quase um quarto de século. Seria, portanto, uma melhoria técnica, que permite ao BC ser mais flexível no manejo da política monetária. A flexibilidade, justamente, é a terceira razão para a mudança ter sido bem recebida.
E não será surpresa nenhuma se isso se traduzir em inflação mais elevada ao longo de 2026. É da natureza do PT tolerar sempreGovernos têm três maneiras de lidar com o problema fiscal: aumentar impostos, cortar gastos públicos ou deixar que a inflação reduza o peso do seu endividamento, desvalorizando a moeda.
. Lula, na verdade, ganhou a oportunidade de aquecer a economia até as raias da irresponsabilidade em 2026, ano eleitoral, sem que um indicador seguro da malandragem esteja à vista de todos.
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