Recursos represados podem ser usados para diminuir o déficit nas contas públicas, que deve ficar perto de R$ 100 bilhões
da Silva está com R$ 27,4 bilhões represados nos ministérios, com destaque para as pastas de Saúde, Desenvolvimento Social e Educação. O valor é mais que o dobro do registrado no ano passado, quando os recursos parados chegavam a R$ 13,3 bilhões até agosto, de acordo com os dados mais recentes do Tesouro Nacional.
— Foi previsto no Orçamento um aumento substancial de investimentos públicos. Em que pese a necessidade de recompor o investimento, é difícil a administração pública conseguir destravar todos os recursos em um único ano, porque precisa de um planejamento maior. A execução precisa de um tempo para se realizar de forma eficiente — avalia Vilma Pinto, diretora da Instituição Fiscal Independente , do Senado Federal.
Para 2023, a projeção para o déficit primário está em R$ 141,4 bilhões, nas estimativas do Ministério do Planejamento e Orçamento. O objetivo do ministro da Fazenda,— É um mecanismo muito barato para o governo conseguir de alguma forma gerar esse tipo de resultado . É uma prática que vem se tornando comum, porque há uma demora para aprovar o Orçamento.
O Ministério da Saúde diz que os investimentos e custeio da pasta seguem com um pagamento regular. A previsão, até o momento, é “de plena execução dos recursos destinados”.