Benjamin Netanyahu assumiu ontem pela terceira vez o papel de primeiro-ministro (PM) de Israel, acrescentando assim mais tempo ao já recorde de anos que leva à frente dos dois governos que liderou entre 1996-1999 e 2009-2021 (nenhum outro político israelita foi PM durante tanto tempo). O Governo em questão, trata-se de uma 'geringonça à direita' que faz do mesmo o mais ultranacionalista e religioso da História de Israel.
Benjamin Netanyahu assumiu ontem pela terceira vez o papel de primeiro-ministro de Israel, acrescentando assim mais tempo ao já recorde de anos que leva à frente dos dois governos que liderou entre 1996-1999 e 2009-2021 .
O Governo em questão, trata-se de uma"geringonça à direita" que faz do mesmo o mais ultranacionalista e religioso da História de Israel. A agenda já divulgada do que vão ser as prioridades deste novo Governo, apresenta uma aparente contradição, que no fundo mais não é que aque apenas a direita tem jogo-de-anca para levar adiante. A par dos já tradicionais anúncios da expansão dos colonatos na Judeia e Samaria, a Cisjordânia dos palestinianos, bem como a recusa dos termos do Acordo Nuclear de Obama com o Irão, considerados"uma loucura" pelo novo PM. O que parece destoar, mas é pura, é o facto de dias antes do anúncio desta"geringonça bíblica" ter fechado negociações, Netanyahu enviar recados ao PR Biden sobre a necessidade da actual Administração reforçar laços e investimento com os seus parceiros tradicionais no Médio Oriente. Naturalmente Israel, enquanto parceiro tradicional dos americanos, puxa a brasa à sua sardinha, mas o que o futuro PM quis dizer, não foi bem isso. Foi antes um apelo ao desenvolvimento e expansão dos"Acordos de Abraão de Trump" pela Administração Biden. Ou seja, o PM israelita quer arrepiar caminho para negociar com a Arábia Saudita! Os Acordos de Abraão , são como"o Glutão do detergente" que vai comendo as nódoas todas, à medida que se vai dissolvendo na água. No caso, o que Abraão propõe é a normalização de relações diplomáticas entre Israel e países de maioria muçulmana , por fases, na lógica das peças de dominó que se vão empurrando umas às outras, com o objectivo final de obrigar a Arábia Saudita a aderir aos mesmos, quando esta estiver rodeada de vizinhos com relações normalizadas com Israel, com voos directos, livre circulação de judeus por terras do Islão e de árabes milionários por Telavive. Por isso mesmo, o primeiro pacote de aderentes incluiu o Bahrein,"as Berlengas da Arábia Saudita" em outubro de 2020, sendo precedida pelos Emirados Árabes Unidos em setembro. Depois, a escassos 20 dias de entregar a tocha a Biden, Trump forçou a extensão do"Glutão Abraão" a Marrocos e República do Sudão. Netanyahu dá sinais agora a Biden que o Glutão precisa de continuar a incorporar mais países exactamente como os já incorporados, os quais há poucos anos não reconheciam o direito de Israel existir. Será nesta base que o novo governo israelita irá marcar o ritmo dos trabalhos. Mais Israel, menos Palestina, maior aproximação aos"grandes protectores dos palestinianos"! Repararam nas aspas, não repararam? À parte da tomada de posse deste novo governo, há um dado de grande importância que poderá dar mais 100 anos de vida a Israel e reforçar as razões de estado do actual governo. Um projecto faraónico já começou a funcionar, a canalização de água dessalinizada do Mediterrâneo para o Mar da Galileia. Esta água abastecerá o Rio Jordão, cujo fluxo será partilhado com a Jordânia, a partir de um acordo assinado no início deste ano.Com votos de Próspero Ano Novo a Todos/as
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