Ultimatos de Trump não vão tirar Maduro. Apenas a oferta de uma saída vista como digna pelo regime pode levar o chavismo a negociar isso
Ultimatos de Trump não vão tirar Maduro. Apenas a oferta de uma saída vista como digna pelo regime pode levar o chavismo a negociar issoO artigo discute a complexidade de negociar a saída de Nicolás Maduro da presidência da Venezuela .
Segundo Juan Manuel Santos, ex-presidente da Colômbia, uma solução digna é necessária para convencer o chavismo a negociar. Donald Trump, ex-presidente dos EUA, considerou ações militares, mas a negociação é vista como alternativa mais viável. Contudo, o chavismo, com apoio internacional e controle interno, resiste a ultimatos e pressões externas. O Irineu é a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas., que para encerrar o ciclo de poder do chavismo era necessário “oferecer uma saída digna a”. Santos, que relatou a conversa à coluna em entrevista na COP30, em Belém, sugeriu, ainda, que Trump conversasse com governos próximos do chavismo, entre eles China e Rússia, para avaliar possibilidades de exílio para o ditador venezuelano. Trump enquadra Maduro como líder de rede criminosa, mas especialistas afirmam que Cartel de los Soles não existe como organização realé vista como um problema por Trump há muitos anos, mas algumas coisas mudaram entre seu primeiro e segundo mandatos. No primeiro, o presidente americano chegou a pedir, segundo fontes, ao então presidente Jair Bolsonaro que organizasse uma invasão da Venezuela. O pedido foi feito, de acordo com as fontes consultadas, numa cúpula do G20. Bolsonaro disse “não”, ciente de que uma iniciativa como essa jamais contaria com o aval das Forças Armadas brasileiras. Trump queria derrubar Maduro de qualquer jeito. Hoje, fala-se em ataque militar, mas também em negociação. A segunda opção, que ganhou força nos últimos dias, é complexa. Pensar que o chavismo vai negociar sua saída sem receber nada em troca não faz qualquer sentido para quem conhece a Venezuela dos últimos 25 anos. O chavismo controla o Estado, as Forças Armadas, as empresas estatais, tem aliados paramilitares e, fora da Venezuela, parceiros de peso como Rússia, China e Irã. O país deixou de ser uma democracia há muito tempo. Eleições são roubadas e isso está naturalizado em amplos setores do país. Os que não aceitam esse esquema estão no exílio ou presos. Os que fazem questionamentos, mas dialogam com a ditadura continuam fazendo política dentro do país.O chavismo tem um esquema que para ele funciona. Por que Maduro negociaria com Trump uma saída abrupta do poder, que seria supostamente assumido pela oposição liderada por María Corina Machado? Santos tem razão quando diz que uma eventual saída de Maduro deve ser considerada “digna” para o chavismo. Maduro e aliados não aceitariam ser banidos da política venezuelana. Querem continuar atuando e, embora enfrentem rejeição alta, sobretudo pela crise econômica, ainda têm uma base dura de apoiadores. Existe uma alternativa de negociação viável? Até agora, não. Pensar que Maduro vai renunciar porque Trump dará um ultimato e continuará assediando militarmente a Venezuela é não conhecer o país. Premier de Trinidad e Tobago diz receber 'com orgulho' tropas dos EUA em meio a tensão militar no Caribe Um diplomata americano que conversou com a coluna lembrou o que os talibãs do Afeganistão costumam dizer sobre os EUA: “Vocês têm o relógio, mas nós temos tempo”. Se o chavismo continuar em modo resistência, poderia criar sérios problemas para Trump. Os EUA poderão continuar bombardeando lanchas e até fazer ataques mais ousados. Mas os chavistas têm tempo. Se a ditadura venezuelana não se render, pode acabar virando um problema para Trump. Isso explica por que o presidente americano demora em tomar uma decisão, e não abandona a opção da negociação. Mudar o regime na Venezuela é muito mais difícil do que parece. Explodir lanchas violando o direito internacional não tem custo político para Trump, mas iniciar uma guerra sem resultados rápidos terá. Negociar com Maduro é possível. O enviado especial da casa Branca, Richard Grenell, já o fez. Mas o venezuelano não vai aceitar qualquer condição dos americanos. Maduro corre riscos, mas Trump também.
Nicolás Maduro Presidente Da Venezuela Donald Trump Ex-Presidente Dos Eua Pelo Partido Republicano. C Mas Foi Derrotado Por Joe Biden Venezuela
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